A cegueira causada pelo diabo

                 A cegueira causada pelo diabo

Veja como o mal limita nossas vidas

Eduardo Prestes

Pereira Barreto é um dos 67 municípios paulistas considerados estâncias turísticas. Fica na região de Ribeirão Preto. É uma cidade pequena e bonita. Possui uma hidrelétrica e vários pontos para visitação. Foi ali que ele nasceu, mas logo mudou com os pais e os dez irmãos para o ABC Paulista. Morou 10 anos na cidade de Diadema e outra década em São Bernardo do Campo.

Sempre carregou consigo suas dúvidas. Não compreendia certas coisas, pois não tinha o entendimento sobre a Verdade. Não conseguia enxergá-La. Vivia a vida conforme ela acontecia, sem ligar muito para as limitações ou dificuldades que se apresentavam para ele.

Na infância, houve cenas das quais não se esquece. Lembra-se do pai chegando embriagado em casa, várias vezes. Ele puxava o revólver da cintura e disparava para o alto. Também viu a mãe ser agredida em inúmeras oportunidades pelo pai dele. Aquilo o incomodava, mas não podia fazer muito a respeito.

Os pais ganhavam pouco. A família passava dificuldades. Sabiam o significado da palavra fartura pela falta e não pela abundância. Comer um pedaço de carne era raro. Quando isso acontecia, um bife era dividido em várias partes entre ele e os irmãos. A pobreza era uma situação difícil, mas a sobrevivência era a lei, mesmo com as adversidades.

Juventude levada

Na adolescência, fazia várias coisas, muitas delas erradas. Não era traficante, mas conhecia muitos deles. Alguns eram seus amigos e andavam com ele. Não se achava usuário de drogas, mas experimentou diferentes tipos delas. Não se considerava um homem ruim, mas não acreditava muito em Deus.

Chamado de “Negão” pelos amigos, logo se tornou um líder entre eles. Quando chegava a sexta-feira ou o sábado, encontravam-se em frente à casa dele para escolher o que fazer. O “Negão” decidia que tipo de delito praticariam. No repertório havia roubo, arruaça, bebedeira.

Foi nessa época que conheceu o lança-perfume, depois que um amigo que havia saído do Carandiru (extinta Casa de Detenção em São Paulo), lhe ofereceu a “novidade”. Após ser inalada, a droga elaborada com solventes químicos provoca euforia e excitação. Beber já era algo corriqueiro em sua vida. Foi um pequeno passo para experimentar outras drogas, como a maconha.   

Tentativa de suicídio

Com o álcool fazendo efeito na corrente sanguínea, ele aprontava junto com os amigos. Com eles, vestia-se com roupas rasgadas (foto ao lado) para chocar as pessoas. Era uma maneira de chamar atenção, ele pensava.

Em São Bernardo do Campo, participava de rachas de carro. Durante um deles, o jovem bebeu demais. Na avenida onde realizavam as corridas havia uma passarela. Ele subiu até lá e tentou atirar-se sobre os carros mais de uma vez, mas foi impedido pelos amigos.

Quando chegava em casa, entrava no seu quarto e tentava disfarçar o cheiro de álcool e das drogas colocando desodorante no ambiente. Não queria que a mãe soubesse que ele havia abusado da bebida e da maconha na noite anterior. Porém, as evidências eram claras. Acordava no outro dia, muito tarde, de ressaca e enjoado.

Enganação total

Sem muitas perspectivas profissionais, “Negão” logo enveredou para o lado contrário da lei. Montou um empreendimento fantasma que “esquentava” documentos de quem “precisava”.

Criava informações e dava referências falsas às empresas que queriam contratar os donos dos documentos que ele havia criado. Os papéis forjados só eram confeccionados porque o parceiro dele entendia de informática.

Além disso, ele e o amigo viajavam com frequência ao Rio de Janeiro para trazer a São Paulo carros que haviam sido roubados em várias partes do Brasil. Eles eram receptadores. Criavam nova documentação para os veículos e depois os vendiam.

Acidente

Mesmo “trabalhando”, o jovem encontrava tempo para se divertir. Certo dia, ele e o irmão resolveram ir para o interior de São Paulo de moto. Na garupa da motocicleta, ele estava de chinelo, sem camisa e sem capacete. De repente, começou a chover. Do nada, na pista escorregadia, surgiu um cavalo que empacou no meio do caminho.

Pela velocidade que a moto estava não conseguiriam desviar sem que saíssem da pista. O irmão avisou: “Olha o cavalo.” Sem tempo, com a freada, o jovem acabou voando por cima da moto. Estava vivo, mas não sairia ileso do acidente.

Depois de ser socorrido, logo descobriria uma lesão na coluna. O jovem consultou com um médico, especialista no problema, mas não houve resolução. O remédio passado não fazia efeito. Constantemente ele sentia dores insuportáveis nas costas e não havia medicamento que trouxesse alívio.

Como Tomé

Praticar golpes nos outros era uma rotina que estava começando a incomodar ”Negão”. Eventualmente, ele recebia na casa da mãe a visita de uma prima que tinha se envolvido com o tráfico de drogas. Era uma ex-lésbica que havia se voltado à fé e deixado aquela vida errada.

Apesar de o jovem respeitar a prima, desconfiava da mudança dela e do local onde havia acontecido a transformação. Em seu íntimo ele pensava: “Edir Macedo é um ladrão. Não quero envolvimento com ele.” Porém, mesmo que os amigos ou a família não soubessem, o jovem começava a se influenciar pela transformação da prima.

Ele ouvia os programas da Universal no rádio. Apesar de não ser cristão, queria saber o que diziam. Certo dia escutou o pastor falando que no templo do Brás (zona leste de São Paulo) males podiam ser curados.

Aquilo chamou atenção do rapaz. Como Tomé, ele queria ver de perto esses “milagres”. Se não fosse verdade, ele diria um monte de impropérios para os pastores. Sem dinheiro para pegar o ônibus de Diadema até o templo, pediu que a mãe o ajudasse. Mas não disse a verdade a ela, falou que iria ver uma amiga.

Mal que cega

Chegando à avenida onde fica o templo, um fato muito curioso aconteceu: ele não conseguia encontrar a Igreja. Passou muitas vezes em frente ao local, mas não a viu. Perguntou para várias pessoas que passavam pela rua, mas ninguém sabia indicar onde ficava a Universal. Diziam que nem existia igreja por ali.

Quando percebeu e olhou para cima, viu o coração que identificava a Igreja. Só então lembrou-se da frase do pastor que ouvira no rádio: “Você que está querendo ser liberto, o diabo fará de tudo para que você não chegue aqui, hoje.”

Mesmo assim, ao entrar no templo, ele sentou-se ao fundo. Desconfiado, queria ver de longe o que estava acontecendo. A voz do diabo parecia lhe dizer a todo instante: “Não acredite no que está vendo aqui. É tudo mentira. Vá embora.”

Ele ouviu o pastor chamar à frente do altar quem necessitava de auxílio. Uma oração seria feita para determinar a cura de quem precisava. Mesmo titubeando, foi até lá. Quando o pastor pôs a mão no peito dele para orar, se esquivou.

Mesmo assim, o pastor impôs suas mãos e falou, em nome de Jesus, que todo o mal que o afligia se afastasse dele, para que a cura se manifestasse. De repente, mesmo sem crer, ele não sentiu mais dor alguma. Ficou estupefato. Para se ter uma ideia, naquele dia, ele separou o dinheiro da passagem para voltar para casa e deu o que sobrou na oferta.

Liderança do bem

Mesmo com a cura, a mudança total na vida do jovem não foi repentina. Com vergonha de ser identificado como um “crente” pelos amigos ou pela família, ele saía para as reuniões com a Bíblia escondida, para não ser questionado. Quando lhe perguntavam para onde ele ia, o jovem desconversava.

Mas, aos poucos, ele foi perdendo a vergonha. Mudou o modo de agir e de vestir-se. Quando passava pelos amigos, na rua, não escondia mais a Bíblia. Começou a convidá-los para ir aos encontros com ele. “Negão” conta que uma vez conseguiu levar uns 18 para a casa de Deus. Muitos foram convertidos, outros não puderam ser salvos.

Note que o jovem começou a ser usado por Deus para ganhar almas. A liderança que ele tinha entre os amigos ajudou nesse sentido. Se antes ele convidava seus camaradas para praticar delitos, agora os chamava para conhecer ao Senhor Jesus.

Na Obra

A partir dali, o jovem começou a se envolver cada vez mais com Deus. Hoje, aos 41 anos, Rogério França (foto acima) está casado com Rosana Gonçalves França, de 38. São pais de Stephanie Gonçalves França, de 14. Ele é pastor na regional da IURD em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Está há 19 anos na Obra e nem de longe se parece com aquele rapaz, cheio de dúvidas, que se envolvia com os crimes e as drogas, agindo de forma errada, sem crer em Deus. O mal não o cega mais. Rogério é feliz, pois tem o Senhor Jesus ao seu lado. Ele é Universal.

Se você deseja estar protegido pelas mãos de Deus, participe das várias reuniões que acontecem na Universal. No Cenáculo Principal do Espírito Santo no Rio de Janeiro, na antiga Avenida Suburbana, 4.242, no bairro Del Castilho; em São Paulo, na Avenida João Dias, 1.800, em Santo Amaro, no Cenáculo Principal do Espírito Santo do Brás, na Avenida Celso Garcia, 499; ou em uma Igreja Universal do Reino de Deus mais próxima de sua casa.

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